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Psicóloga do Ipesaúde comenta sobre os cuidados com a saúde mental na pandemia

As medidas de enfrentamento e mudanças na rotina, em virtude da pandemia do novo coronavírus tiveram seu início em meados de março deste ano e permanecem até os dias atuais. São meses de alteração no modo de se relacionar em sociedade, ênfase em iniciativas de biossegurança e recomendações sobre a necessidade do distanciamento social, por exemplo.

Todas essas alterações podem afetar a saúde mental das pessoas. Sobre o assunto, a psicóloga do Serviço de Atenção em Sáude Mental do Ipesaúde (SASM), Bárbara Moura CRP 19/2953, faz agumas considerações. “Diante da pandemia precisamos nos policiar em relação aos fatores da ansiedade, estresse, medo, tristeza, raiva, solidão e também à necessidade do distanciamento social e aos novos desafios impostos. É preciso priorizar a saúde mental incluindo no cotidiano ações de autocuidado, que geram conforto emocional e que não buscam sobrecarregar o corpo e a mente” explica.

Para amenizar o impacto dessas mudanças, algumas atividades são recomendadas, com o objetivo de inserir novas perspectivas e diminuir os efeitos negativos que possam surgir. Algumas dicas são atividades físicas, maior proximidade com práticas que envolvam música, dança, artesanato, leitura, meditação, além de manter uma alimentação saudável. Tudo que consegue ser desenvolvido em casa, respeitando as recomendações dos órgãos de saúde.

Alguns fatores externos também influenciam neste momento, como a imprevisibilidade do novo cenário, principalmente se é extremamente necessário sair de casa para trabalhar entre outras funções. A psicóloga Bárbara Moura conta que essas são questões que podem influenciar também a convivência do indivíduo em sociedade, mas é preciso seguir com os cuidados. “A população em geral necessita entender a importância de seguir as recomendações dos órgãos competentes, sendo necessária a implementação no cotidiano de medidas de segurança, obedecendo as orientações do distanciamento social, do uso de máscara e álcool gel para a higienização das mãos”, disse.

Apoio

A rede solidariedade tem se fortalecido durante este período de pandemia. De alguma maneira, as pessoas estão buscando ajudar umas às outras e o apoio é fundamental para quem foi acometido pela doença, como recomenda Bárbara Moura.

“Diante de tantas informações, o paciente acometido pelo vírus necessita de um suporte social, que nesse momento vai além de ações voluntárias. Mesmo na modalidade online é importante viabilizar a acolhida emocional, que vai desde ser ouvido por amigos e familiares, e, se necessário, procurar atendimento especializado online. Existem canais de comunicação especializados onde o atendimento clínico é feito de forma remota e individualizada. São eles o MonitorAju com serviço telefônico por meio do 156 e o aplicativo Monitora Covid”, ressalta.

A psicóloga Bárbara Moura comenta ainda que é possível entender esses processos de mudanças e tentar extrair algum aprendizado.

“Nesse momento delicado ficou ainda mais evidente o quanto precisamos nos unir como sociedade, buscando agir de modo solidário, praticando a empatia com o próximo para diminuir o sofrimento psíquico e a vulnerabilidade das emoções, as quais fomos submetidos. As mudanças sociais também propiciaram a busca de conexão emocional do indivíduo para consigo, o que viabiliza o conhecimento e entendimento de individualidades que nos fazem entender de forma interna o quanto estávamos carentes da nossa própria atenção e companhia”, comenta Bárbara Moura.

Outro ponto importante, de acordo com a psicóloga Bárbara Moura, para manutenção da saúde mental durante a pandemia, é diminuir a exposição excessiva de informações sobre o vírus, bem como, se atentar à veracidade das mesmas e procurar apenas canais de comunicações oficiais, o que evitará a propagação de fakenews e o consumo de informações desnecessárias.

A tecnologia também pode ser uma alidada, se utilizada de forma saudável para com as relações interpessoais, como por exemplo, ligações por vídeo que amenizam a sensação de isolamento. Importante ressaltar que a busca do autoconhecimento e, se possível, a procura de um profissional da área de psicologia preservam o bem-estar biopsicossocial, como também, seguir as recomendações sanitárias governamentais, são atitudes imprescindíveis para o enfrentamento saudável dessa pandemia.

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