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Em um ano de funcionamento, o Centro de Tratamento da Síndrome Gripal do Ipesaúde realiza cerca de 12.576 atendimentos

Em um ano de funcionamento, o Centro de Tratamento da Síndrome Gripal do Ipesaúde realiza cerca de 12.576 atendimentos

Há mais de um ano, o Ipesaúde vem implementando várias estratégias frente ao combate à Covid-19, a fim de manter a oferta especializada e de qualidade para seus beneficiários. Por isso, o Instituto criou o Centro de Tratamento da Síndrome Gripal (CTSG) para auxiliar na prevenção, identificação e combate ao vírus e nesta quarta-feira, 14 de abril, completa um ano de sua abertura.

Durante o período, o Centro foi essencial para suprir a demanda de casos leves da Covid-19, que antes era direcionada ao Serviço de Pronto Atendimento do Ipesaúde. De lá até cá, a unidade realizou cerca de 12.576 atendimentos e 6.457 exames RT-PCR (Identifica se o paciente está com Covid-19 ou não), sendo 3.720 positivos e 2.737 negativos.

“O Centro de Tratamento da Síndrome Gripal foi implantado com o objetivo de reduzir a demanda de pessoas com sintomas leves no Serviço de Pronto Atendimento (SPA), atuando da identificação precoce dos casos, até a realização do tratamento dos pacientes com síndrome gripal e Covid-19”, explica Maria de Lourdes Menezes, coordenadora do Centro.

Devido ao aumento da demanda dos casos da Covid-19 no Estado, a autarquia buscou novas estratégias para suprir a demanda de forma satisfatória e com qualidade. E por isso, ampliou o horário de atendimento do Centro. Agora o atendimento também está sendo realizado durante a tarde e aos sábados.

“Devido a demanda vimos a necessidade de ampliar nosso horário de funcionamento, que agora foi estendido até o turno da tarde e aos sábados”, disse Maria de Lourdes.

O Gripário, como é popularmente conhecido, possui um quadro médico especializado que conta com 4 clínicos gerais, 2 pneumologistas, 10 fisioterapeutas, 1 farmacêutico e uma equipe de enfermagem com 13 enfermeiros e técnicos em enfermagem.

Serviço complementares

Tratamento pós Covid-19

Foi possível observar que os pacientes acometidos pela Covid-19 estavam apresentando sequelas após o período de quarentena e viram na reabilitação um processo imprescindível para a boa recuperação. Por isso, o Ipesaúde investiu no tratamento pós Covid-19 que trata-se de tratamentos fisioterápicos que atuam nos sistemas respiratório, cardíaco e muscular.

Segundo a fisioterapeuta Camilla Prata, responsável pelo setor de reabilitação pós Covid-19, do Centro de Reabilitação Maria Virgínia Leite Franco, que fica ao lado do Centro de Tratamento da Síndrome Gripal, “temos a covid 19 como uma doença sistêmica, que acaba gerando disfunções não só no sistema respiratório, mas também em sistemas neuromuscular, cardiovascular, e até nervoso. Como já tivemos aqui, em nossa rotina de atendimento, alguns casos dentro desse perfil de sequelas funcionais pós covid 19”, relata.

O serviço de tratamento pós covid foi implementado em julho de 2020 e nesse período de atividade realizou um quantitativo de 1.898 atendimentos.

VNI

A Ventilação Não Invasiva (VNI) é um tratamento que auxilia na expansão dos pulmões, usada normalmente em unidades de internamento. A implantação desse tratamento no Centro de Tratamento da Síndrome Gripal, apesar de não ser uma unidade de internamento, é justamente para impossibilitar a piora do quadro clínico do paciente para que não precise ser internado, diminuindo o risco de intubação e mortalidade.

“A VNI é realizada através de um aparelho que direciona uma pressão positiva (CPAP) para o pulmão do paciente. O objetivo desse tratamento é diminuir o risco de piora do quadro do paciente, o que consequentemente auxilia na diminuição do número de internamento, da intubação e até do risco de morte”, explica Camila Barbosa, responsável pelo tratamento fisioterápico em questão.

Há um mês a VNI foi somada ao leque de serviços especializados do Centro e já realizou cerca de 60 atendimentos.

Parcerias

Durante o período de um ano, o Ipesaúde firmou parcerias que auxiliaram na prestação do serviço no Gripário. Uma delas foi com o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (LACEN), que deu credibilidade aos resultados das amostras colhidas no Centro.

“Durante todo o ano de funcionamento do CTSG, o LACEN recebeu as amostras coletadas para realização do exame de RT-PCR para covid, liberando o resultado de acordo com a demanda apresentada”, explica Maria de Lourdes, coordenadora do Centro de Tratamento da Síndrome Gripal.

Além dessa parceria, a autarquia fechou parceria também com o Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe, o que possibilitou a utilização da plataforma virtual “Monitora Corona”, que auxiliou no telemonitoramento dos pacientes do Centro.

“Nesse serviço os pacientes passam pelo acolhimento com a enfermagem e pelo atendimento médico. Realiza exames para diagnóstico da covid ( RT-PCR para covid) e de imagem, quando necessário, e saem da unidade com orientações, inclusive, de retorno para reavaliação posterior”, explica Rafaela Mota, responsável médica pelo Gripário.

O Monitora Corona acompanhou o quadro de cerca de 2.400 pacientes do Centro.

Desafios

É desafiador lidar com uma doença que até então era totalmente desconhecida. Não foi fácil para as equipes do Centro de Tratamento da Síndrome Gripal (CTSG), foi um ano de muitos desafios, tanto para aqueles que estão desde o início quanto para aqueles que acabaram de entrar.

Para a responsável médica do Centro, Rafaela Mota, que está desde o início atuando na linha de enfrentamento ao vírus, “o nosso maior desafio sem dúvida foi entender essa doença na nossa prática do dia a dia e lidar com as angústias dos pacientes frente essa doença tão avassaladora. Além da, então, nítida mudança da evolução dos pacientes. Nesses últimos meses a nossa forma de agir mudou, porque presenciamos uma forma mais agressiva do vírus”, relata.

Os desafios vão mudando de acordo com a área de atuação de cada profissional. Para Camilla Prata, responsável pelo Tratamento Pós Covid, que atua desde o início no tratamento desses pacientes, os fatores externos são os principais desafios.

“O maior desafio que pude observar está relacionado a fatores externos como, por exemplo, a confiança do paciente, a individualidade de cada paciente e a atualizações científicas rotineiramente , ou seja, depende da confiança no profissional que realizará sua terapia; do quadro do paciente, pois em determinados quadros, como os que têm fatores associados à nutrição ou ao psicológico, a minha conduta sofre alteração; e da atualização das informações que implica na prescrição adequada para determinados pacientes”, explica Camilla Prata.

Camila Barbosa, responsável pela realização da VNI, iniciou o tratamento há um mês no centro, mas já conseguiu identificar os obstáculos na realização do mesmo.

“O maior desafio foi não saber quando utilizar o VNI tanto na questão médica, quanto na questão fisioterápica. É uma coisa que a gente não utilizava com tanta frequência, principalmente para a Covid-19 e a gente passou a usar. Por isso, ainda existe o questionamento “quem vai utilizar o VNI?”, relata Camila Barbosa.

O Centro de Tratamento da Síndrome Gripal (CTSG) funciona de 7h às 16h de segunda a sexta e de 7h às 12h aos sábados. Fica localizado na Rua D. José Thomaz, 331, São José.

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(2) Comments

  1. Rosana Patricia Feitosa Vieira

    Boa noite, estive no centro gripal neste dia 14/04/2021, e fui muito bem atendida por todos , queria enaltecer tambem a enfermeira Maria Tamires pela tecnica em fazer o exame swab espero que continue sempre ai no centro gripal atendendo muito bem e uma otima tecnica. Agradeço ao ipis pelos profissionais o qual faz parte dessa familia sao otimos.

    1. AGECOM

      Olá!!! Agradecemos as palavras!

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